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THE INFINITY CUP IS COMING BACK
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 No.1[Responder]

Nosso chan tem como objetivo acolher os desertores da Matrix.

Vamos denunciar a Matrix e expor todas sua mentiras e ilusões que tenta nos manipular e nos parasitar.

Aqui vamos discutir sobre as verdades que esconderam do todos nós e assim alcançar a liberdade total de todas camadas do sistema.

"O CHAN É DE DIREITA OU ESQUERDA?"

O Chan não tem lado político, ele não vai se limitar a nenhuma ideia ideológica.

Vamos criticar o capitalismo e o comunismo, vamos criticar o mercado e o estado, vamos criticar tudo e a todos, nosso compromisso é com a realidade.

Última edição em


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 No.26[Responder]

A obra do economista e sociólogo americano Thorstein Veblen foca a relação entre a economia e a sociedade e estuda como grupos de classes diferentes consomem bens e serviços específicos. Ele se baseia nas ideias de vários teóricos importantes, como Karl Marx, sociólogo britânico Herbert Spencer e o naturalista britânico Charles Darwin. Os insights de Veblen sobre a sociedade capitalista e os tipos de comportamento consumista que ela desperta estão esboçados em sua obra mais famosa, A teoria da classe ociosa (1899).

Capitalismo e classes – Veblen vê a transição da sociedade tradicional para a moderna como impulsionada pelo desenvolvimento do conhecimento técnico e dos métodos de produção industrial. Assim como Marx, argumenta que a sociedade capitalista está dividida em dois grupos de classes sociais em confronto: a classe trabalhadora, feita de operários, e a classe ociosa, também chamada de classe pecuniária, ou classe empresarial (que inclui políticos, executivos, advogados etc.), que é dona das fábricas e das oficinas.

A classe trabalhadora constitui a maioria da população e faz o trabalho produtivo, tanto manual quanto com máquinas. Em contraste, a classe ociosa é um grupo numericamente bem inferior, mas social e economicamente privilegiado, que é parasita do trabalho da classe trabalhadora. Para Veblen, os membros dessa classe ociosa predadora não produzem nada de real proveito para a sociedade como um todo. A riqueza e o privilégio que possuem derivam da concorrência que geram e da manipulação dos trabalhadores, tendo como única meta o aumento de sua riqueza pessoal. Pior ainda, a classe privilegiada impede, de forma consistente, o avanço social positivo através de sua má administração deliberada das fábricas e da sociedade em geral.

Reconhecimento social – O conceito de "consumo conspícuo" de Veblen é a sua contribuição mais conhecida para a teoria econômica e sociológica. Com base na noção darwinista de que toda vida representa uma constante luta por recursos na busca do avanço das espécies (ou, no caso das sociedades humanas, dos grupos aos quais os indivíduos pertencem), Veblen argumenta que sob o capitalismo a maior parte do comportamento humano é determinada pela luta por reconhecimento social, status e poder. Isso fica mais evA postagem é longa demais. Clique aqui para visualizá-la na íntegra.



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 No.25[Responder]

Max Weber, um dos fundadores da sociologia, propõe uma perspectiva bem diferente, a respeito da ascensão do capitalismo, das obras de dois outros fundadores tradicionais da disciplina, Karl Marx e Émile Durkheim. Em A ética protestante e o espírito do capitalismo (1904-1905), a obra mais famosa de Weber, ele oferece uma análise do papel desempenhado por ideias, crenças e valores religiosos —especialmente o protestantismo — na ascensão do capitalismo moderno.

Para Weber, o aspecto definitivo da sociedade capitalista é a especificidade da “ética do trabalho”, ou “espírito do capitalismo”, como ele se refere a isso, capaz de guiar as economias modernas e a busca da riqueza e do lucro. Ele alega que essa "ética do trabalho" está fundada nos valores da nacionalidade, do cálculo, da autoneguiação individual e do ganho.

A busca do lucro o foco de Weber no papel desempenhado pelos fatores culturais teve como objetivo parcial contrabalançar a visão de Marx de que a ascensão do capitalismo foi um processo natural e inevitável. Weber rejeitou a noção de que a história humana é guiada por "leis" subjacentes e inexoráveis que determinam o caminho que a sociedade toma. A compra e a venda de bens e serviços por um preço maior do que valem, diz Weber, não são exclusividade do capitalismo. Por toda a história, as pessoas sempre comercializaram entre si visando ao lucro. O que é historicamente único no capitalismo, argumenta, é que a busca do lucro torna-se um fim em si mesmo. Um exemplo moderno disso é o grupo bancário transnacional HSBC, que teve um lucro de US$ 22,6 bilhões em 2013. Se esse lucro fosse distribuído entre todos os funcionários da companhia, eles poderiam parar de trabalhar e ainda assim ter uma vida material confortável. Em vez disso, firmas como o HSBC usam o lucro que ganham para reinvestir na corporação, aumentando sua eficiência e buscando um lucro maior. De onde veio de verdade, perguntava-se Weber, esse ideal — a busca incansável do lucro, ou da riqueza pela própria riqueza — que anima a "ética do trabalho" no cerne do capitalismo?

Weber acreditava que, para responder a essa questão, não devemos olhar para as mudanças na solidariedade social ou na tecnologia, mas para o elemento mais antigo de todas as sociedades — a religião. Ele volta no A postagem é longa demais. Clique aqui para visualizá-la na íntegra.



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 No.23[Responder]

Desde os anos 1950, o conceito da alienação de Karl Marx tem. sido a principal ferramenta analítica com a qual os sociólogos da América do Norte e da Europa buscam entender a modernização do emprego e seus efeitos na força de trabalho.

Tanto Marx quanto Max Weber previram que o crescimento da tecnologia industrial seria acompanhado por uma guinada para níveis de eficiência cada vez maiores, e a racionalização da força de trabalho para uma maior diferenciação especialização. Reconhecendo, de forma explicita, que está seguindo essa tradição intelectual, o estudo clássico de Harry Braverman de 1974, Trabalho e capital monopolista: a degradação do trabalho no século XX, é um questionamento sistemático da natureza do trabalho industrial e da mudança da composição da classe trabalhadora sob as condições do capitalismo monopolista.

A análise de Braverman gira em torno da noção de desqualificação: o avanço na tecnologia industrial e na produção de máquinas levou a uma alienação e “desconstrução” dos membros qualificados da classe trabalhadora industrial e dos trabalhadores manuais. Ele acreditava que a desqualificação do trabalho e a degradação dos trabalhadores industriais faziam parte de um processo que vinha ganhando corpo desde a Segunda Guerra Mundial. Apesar de seu foco ser nos trabalhadores de fábrica, ele também lidava, se bem que em menor escala, com os trabalhadores administrativos.

Mitos do trabalho qualificado – A ideia de que a industrialização do trabalho fabril dá poder aos trabalhadores é atacada de frente por Braverman, que encontra nela diversas falhas. Com base em sua própria experiência corno trabalhador de fábrica, Braverman desafia estatísticas oficiais e classificações governamentais sobre os trabalhadores para demonstrar a progressiva e constante desqualificação da classe trabalhadora americana.

Assim. por exemplo, a noção de que a crescente tecnologia no local de trabalho exige uma força de trabalho cada vez mais capaz de dominar a tecnologia e mais qualificada em termos educacionais é, segundo ele, simplesmente falsa. Os termos "treinamento", "qualificação" e "aprendizado" são vagos e abertos à interpretação e o volume de treinamento exigido para operar máquinaA postagem é longa demais. Clique aqui para visualizá-la na íntegra.



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 No.22[Responder]

A alienação acontece quando os trabalhadores estão desconectados e perdem o controle sobre seu trabalho, de acordo com Karl Marx. Em sua influente obra sobre a sociedade industrial, Alienation and Freedom: The Factory Worker and His Industry (1964), o sociólogo americano Robert Blauner se baseia fortemente no conceito marxista de alienação para examinar a possibilidade de a alienação no local de trabalho ser significativamente reduzida pelo uso efetivo da tecnologia.

Blauner alega que a alienação é central para o entendimento do impacto negativo da automação sobre os trabalhadores durante e depois da Revolução industrial. Seu texto avalia criticamente a afirmação de Marx de que todos os trabalhadores são necessariamente alienados devido à crescente automação no trabalho. Blauner sugere, ao contrário, que a automação pode, na verdade, facilitar, empoderar e liberar os trabalhadores.

Usando um amplo leque de dados (incluindo estatísticas, entrevistas com trabalhadores e pesquisas de opinião), Blauner examina quatro tipos de indústria: impressão gráfica, linhas de produção de automóveis, máquinas têxteis e química. Os níveis de alienação são testados de acordo com quatro critérios: controle do trabalho, isolamento social, senso de autoestranharnento e sentido de trabalho.

Tecnologia e alienação – Blauner descreve seus resultados como se fossem urna "curva em U invertida". De acordo com seu estudo, a alienação é tipicamente muito baixa entre os trabalhadores gráficos. Ele sugere que o uso de máquinas empodera esses trabalhadores porque lhes dá grande controle e autonomia. O mesmo é verdade para os trabalhadores químicos: igualmente, tais indivíduos são empoderados, propõe ele, porque possuem conhecimento especializado de uma tecnologia relevante, que, em troca, é significativa e gratificante porque lhes oferece um expressivo grau de controle sobre sua experiência e ambiente de trabalho.

Em contraste, a tecnologia automatizada usada na produção de carros e na indústria têxtil leva a graus relativamente altos de alienação. Tais descobertas parecem contradizer a alegação de Blauner de que uma automação maior diminuiria a alienação. Para explicar isso, no entanto, ele argumenta que não A postagem é longa demais. Clique aqui para visualizá-la na íntegra.



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 No.21[Responder]

Os sociólogos, com no trabalho pioneiro de Thorstein Veblen no final do século XIX, conceberam, por tradição, os bens de consumo simbolicamente como objetos que as pessoas adquirem para comunicar significados específicos uns aos outros — por exemplo, tipo de estilo de vida que levam e quanto de status social possuem.

Mas o sociólogo britânico Daniel Miller, em seu livro Trecos, troços e coisas, publicado em 2010, indica que as inúmeras maneiras pelas quais os bens de consumo formam a identidade pessoal, a individualidade e as interações com os outros têm sido entendidas, a princípio, em termos negativos. O consumismo, diz ele, é tido pela maioria dos estudiosos como destrutivo e mau. Desejar bens de consumo é considerado superficial e repreensível moralmente. E o consumismo, além de ser alienante, é um divisor social — ele separa as que "têm" dos que "não têm" que pode levar a sérios problemas sociais, incluindo o roubo.

Miller vê as coisas de um ponto de vista diferente ao enfatizar as diversas formas positivas pelas quais os artefatos materiais contribuem para nos fazer quem somos e o modo como eles medeiam nossas relações e interações com os outros.

Repensando a casa – Miller usa o exemplo de sua própria casa. O estilo arquitetônico e o design físico, diz ele, alimentam e moldam sua identidade em relação à propriedade, mas eles também afetam as interações com e entre os membros da família.

Sua propriedade mantém "muitos dos traços originais", incluindo a escada de carvalho, as lareiras e as molduras das janelas. Esses aspectos físicos e estéticos moldam sua experiência e sua relação com a casa, diz ele. Por exemplo, sua preferência pelo design dos móveis da famosa loja de móveis sueca IKEA cria uma tensão dentro dele: ele sente que seu gosto pelas linhas modernas e clean, características desse tipo de marca, implicam que ele "desprezou" e traiu sua casa e que ela merece alguém com um gosto melhor. Para resolver essa tensão, descreve corno as Constantes discussões com os membros da família lhe permitiram chegar a um acordo quanto aos móveis e à decoração.

Miller alega que ele e seus parentes imaginam e se relacionamA postagem é longa demais. Clique aqui para visualizá-la na íntegra.



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 No.20[Responder]

Por que os trabalhadores no sistema caipitalista trabalham tanto e como os interesses dos trabalhadores e da gerência são negociados são questões que o sociólogo anglo-americano Michael Burawoy analisa com base num arcabouço teórico marxista. A partir dessa perspectiva, os interesses do trabalho e do capital são vistos corno estando em oposição ferrenha. Burawoy defende que a gerência moderna produz e canaliza o consentimento dos trabalhadores para que trabalhem mais.

Ele rejeita a explicação de Marx de que os trabalhadores são simplesmente explorados e coagidos a trabalhar o máximo que puderem. O crescimento do poder dos sindicatos e dos coletivos de trabalho já fez bastante para diminuir o uso do poder pelos gerentes, outrora exercido através do assédio moral aos trabalhadores. Burawoy reconhece que em qualquer organização existe sempre a coerção e o consentimento, mas suas proporções relativas e modo de expressão mudaram.

A gerência, alega ele, agora busca controlar os trabalhadores criando relações sociais restritivas e estruturas organizacionais que lhes dão a "ilusão da escolha", mas que no fim das contas servem para mascarar e manter relações de poder desiguais.

“Jogos" no local de trabalho – Burawoy trabalhou numa fábrica chamada Allied Corporation, onde aplicou suas ideias sobre os "jogos" praticados no local de trabalho, como a negociação coletiva (negociação de salários e condições de trabalho), a garantia de mobilidade interna de trabalho para os empregados e o sistema de pagamento por peça, no qual os trabalhadores recebem mais se produzirem acima da meta. Esse sistema, diz ele, dá a ilusão de que o trabalho é um jogo. Os trabalhadores são os jogadores e competem entre si para "vencer" — ultrapassar suas metas de produção esperadas. A satisfação no trabalho é alcançada ao se controlarem as estratégias informais intricadas e quase sempre desonestas usadas pelos trabalhadores para “vencer" sob várias condições de Produção diferentes. Burawoy alega que esses jogos não são tentativas reduzir o descontentamento com o trabalho ou se opor à gerência, já que com frequência a baixa gerência participa dos jogos e do cumprimento das regras. Jogar cria consentimento entre os trabalhadores sobre as regras que governam o jogo do local de A postagem é longa demais. Clique aqui para visualizá-la na íntegra.



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 No.19[Responder]

O sociólogo britânico Colin Campbell, professor emérito na Universidade de York, discute essa questão em seu importante estudo “A ética romântica e o espírito do consumismo moderno (1987)”, que pretendia seguir os passos do livro de Max Weber, de nome parecido e extremamente influente, “A ética protestante e o espírito do capitalismo (1904-1905)”.

Weber alega que os valores da autodisciplina e do esforço no trabalho, que estão no cerne das sociedades capitalistas modernas, têm sua base na ética do trabalho dos séculos XVI e XVII. Campbell, com base na obra de Weber, desenvolve a teoria de que as emoções e os desejos hedonistas que guiam a cultura de consumo estão firmemente arraigados nos ideais do Romantismo do século XIX, que adveio logo após iluminismo e a Revolução Industrial.

Desejo, ilusão e realidade – O iluminismo concebeu os indivíduos como racionais, trabalhadores e autodisciplinados. Mas os românticos viam isso como urna negação da verdadeira essência da humanidade. Eles enfatizavam a intuição acima da razão e acreditavam que o indivíduo deveria ser me para buscar prazeres hedonistas e sentimentos novos e interessantes.

A ética romântica foi inculcada e perpetrada pela classe média burguesa, em especial pelas mulheres, segundo Campbell. Na cultura consumista, essa ética é expressa como um ciclo que se autoperpetua: os indivíduos projetam seu desejo por prazer e novidade nos bens de consumo; depois compram e usam esses bens; mas o apelo do produto rapidamente diminui conforme a sensação de novidade e interesse se esvai; o desejo por algo estimulante, que satisfaça e seja novo, é novamente projetado e uma vez mais estimulado por novos itens de consumo. Repete-se o ciclo de consumo, de satisfação passageira, que leva à desilusão.

O motor do capitalismo – O ciclo descrito por Campbell é de altos e baixos para o consumidor. O desejo do consumidor é o próprio motor do capitalismo, porque faz com que os indivíduos busquem aquela experiência vaga, ainda que satisfatória, no meio de uma infindável maré de novos produtos. As consequências desse processo para as economias baseadas no consumo são enormes, pois os consumidores estão, o tempo todo, correndo atrás das últimas meA postagem é longa demais. Clique aqui para visualizá-la na íntegra.



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 No.18[Responder]

Quando Karl Marx, em O capital, expressou preocupação com mães e crianças que trabalhavam nas fabricas e com o "custo humano" do trabalho, ele disse que elas haviam se tornado um "instrumento" de trabalho. Essa observação e o ambiente de trabalho físico inóspito levaram ao seu conceito de alienação, no qual a falta de satisfação e controle leva os trabalhadores a se sentirem desconectados e alheios.

Junto com as ideias de Marx, surgiram dos modelos sobre emoções no final do século XIX e começo do século XX. O modelo "orgânico", desenvolvido a partir da obra de Charles Darwin, William James e Sigmund Freud, identifica as emoções como um processo essencialmente biológico: estímulos externos disparam respostas instintivas que as pessoas expressam de forma parecida. A partir dos anos 1920, John Dewey, Hans Gerth, Charles Wright Mills e Erving Goffman criaram um modelo "interacional". Eles concordavam que as emoções tinham um componente biológico, mas defendiam que elas são mais interativas e diferenciadas por urna série de fatores sociais: a cultura está envolvida na formulação das emoções, e as pessoas lidam com os sentimentos subjetivamente. Após a tradução da obra de Marx para o inglês, nos anos 1960, a alienação tornou-se uma poderosa ferramenta analítica para os sociólogos que tentavam dar sentido às mudanças que aconteciam nas condições de trabalho na América do Norte e na Europa Ocidental.

Um estado mental – Inspirada por várias dessas ideias e baseada em teóricas como Simone de Beauvoir, a feminista e socióloga americana Atue Russell Hochschild fez a análise das dimensões emocionais da interação humana na vida profissional. Mais especificamente, ela se concentra nas formas pelas quais os fatores sociais e culturais condicionam a experiência e a manifestação das emoções na sociedade capitalista. Sua obra mapeia a ascensão do setor de serviços na América do Norte a partir de 1960 e o surgimento de formas de emprego nas quais a emoção dos trabalhadores se tornam mercadorias comercializáveis, vendidas por um salário: o "trabalho emocional", como ela o chama.

Hochschild diz que seu interesse em como o as pessoas lidam com as emoções provavelmente começou na Infância já que seus pais, que eram diplomatas, recebiam pessoas de embaixadas estA postagem é longa demais. Clique aqui para visualizá-la na íntegra.



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 No.17[Responder]

A sociedade tomou-se bastante consciente dos perigos inerentes à medicina. O uso abusivo de raios X durante a gravidez, que pode levar a criança a desenvolver câncer, e as interações com remédios de prescrição perigosa são exemplos disso. A palavra grega "iatrogenia" — "causada por um curador" — é usada para descrever tais problemas. O pensador radical austríaco Ivan Illich argumenta que o establishment médico se tornou uma séria ameaça à vida humana porque, junto com o capitalismo, é uma instituição que serve a si mesma mais do que às pessoas às quais cura.

Illich sugere que existem três tipos principais de iatrogenia. A iatrogenia clínica ocorre quando surge um dano que não teria acontecido se não tivesse havido uma intervenção médica: por exemplo, uma resistência menor a bactérias em caso de receitas excessivas de antibióticos. A iatrogenia social é a medicalização da vida: cada vez mais problemas são passíveis de intervenção médica, com tratamentos caros sendo desenvolvidos para casos onde não há doenças. Pequenas depressões, por exemplo, são tratadas com remédios que acabam criando hábitos. Os atores envolvidos, como as farmacêuticas, lucram com o tratamento quando as pessoas são tratadas assim.

Pior ainda, para Illich, é a iatrogenia cultural — a destruição de formas tradicionais de lidar com doenças, dor e morte. O excesso de medicalização em nossa vida implica que nos tornamos cada vez menos dispostos a enfrentar as realidades da morte e das doenças: os doutores assumiram o papei de sacerdotes.



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 No.16[Responder]

De acordo com o filósofo alemão Georg Hegel, a liberdade em seu sentido pleno consiste na participação em certas instituições éticas. De forma mais infame ainda, ele também dizia que só no Estado é que "o homem tem uma existência racional". Ele acreditava que o cristianismo era urna religião perfeita ("consumada") para a era ascendente da modernidade porque refletia seu espírito ou geíst — a fé na razão e na verdade. Mas, por causa do processo de contradição conhecido como "dialética" (no qual, por sua própria natureza, algo pode conter o seu oposto), as estruturas e as instituições sociais que as pessoas criam para servi-las podem, em vez disso. vir a controla-las ou até mesmo escravizá-las O processo de autodescoberta racional pole levar à “alienação” — um conceito de estranhamento que passou a ter uma profunda influência nas ciências sociais.

Ludwig Feuerbach, filosofo alemão e ex-aluno de Hegel, usava o conceito de alienação para criticar a religião. Feuerbach argumenta que as pessoas adotam Deus de qualidades humanas e depois o adoram por essas qualidades, de modo que acabam, inconscientemente, adorando a si mesmas. Isso as impede de perceber plenamente o seu próprio potencial. O divino não é mais que uma projeção da consciência humana alienada. O colaborador de Karl Marx, Friedrich Engels, reconheceu que A essência do cristianismo de Feuerbach teve um efeito profundamente libertador sobre eles nos anos 1840.

O homem cria a religião – o pai de Karl Marx se converteu do judaísmo para o cristianismo só para garantir seu emprego, mas ainda assim instilou no filho uma crença de que a religião é indispensável para a moralidade. Mas desde sua juventude Karl Marx criticava a ideia de que uma esfera espiritual era necessária para manter a ordem social. Mais tarde, se convenceu de que a secularização (o declínio da importância social da religião) libertaria as pessoas das formas místicas de opressão social. Ele esboçou várias de suas ideias sobre a religião em "Contribuição à crítica da filosofia do direito de Hegel" (1844).

Expandindo a ideia de alienação, Marx argumenta que "o homem faz a religião, a religião não faz o homem". As pessoas, diz ele, se esqueceram de que inventaram Deus, que passou a ter vida própria e agora controla as pesA postagem é longa demais. Clique aqui para visualizá-la na íntegra.



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 No.15[Responder]

Desde o século xviii até bem recentemente, o governo era um conceito amplo que incluía a liderança da família, a administração do lar, a orientação da alma, além das questões políticas convencionais. Foucault descreve essa forma abrangente de governo como a "conduta da conduta". No mundo moderno, governar é mais do que simples relações de poder de cima para baixo, diz Foucault; trata-se de urna rede de várias camadas. Se antes o governo se baseava na violência — ou na ameaça de violência —, agora isso é apenas um elemento de controle. Outros sistemas que hoje dominam as atuais formas de governo são as estratégias coercitivas e aquelas que estruturam e moldam as formas possíveis de ação que um indivíduo possa tomar. Governar pelo medo e pela violência é muito menos efetivo que empregar formas mais sutis de controle, como definir escolhas limitadas ou usar instituições disciplinadoras, como as escolas que servem para guiar o comportamento dos indivíduos. Desse modo, o autocontrole se torna conectado ao governo político e à exploração econômica. O que parece ser uma escolha individual apenas "é" também um benefício do Estado. Assim, Foucault sugere que os modernos estados-nações e os modernos indivíduos autônomos se baseiam um no outro para sua existência.



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 No.14[Responder]

O desvio é universal, normal e funcional, de acordo com o teórico francês Émile Durkheim. Ele argumenta que, quando as pessoas não se sentem mais integradas à sociedade e não têm certeza de suas normas e regras — por exemplo, durante épocas de rápidas mudanças sociais —, elas se tornam mais propensas a atos desviantes ou suicídio. Essa condição é conhecida como anomia. uma palavra de origem grega que quer dizer "sem lei". Em seu artigo "Social Structure and Anomie", publicado em 1938, o sociólogo americano Robert K. Merton adapta a análise de Durkheim sobre o desvio, aplicando-a à sociedade americana Contemporânea e argumentando que tal comportamento ocorre como resultado direto da tensão.

O sonho americano – Merton sugere que os ideais e as aspirações ligados ao "sucesso" individual nos EUA - O "sonho americano" de, por exemplo, prosperidade material, como uma casa e um automóvel próprios — são produzidos socialmente. Nem todos podem alcançar tais metas através de meios legítimos, porque algumas restrições, como a classe social, atuam como barreiras para alcançá-las. De acordo com Merton, o desvio (que também é socialmente construído) é mais provável de acontecer quando existe uma tensão ou discrepância óbvia entre as expectativas sociais e a habilidade ou desejo de alcançá-las. A "teoria da tensão", para Merton, explica a correlação direta entre desemprego e crime: por exemplo, a falta de dinheiro implica que caminhos honestos para comprar um carro, uma casa ou outros itens não são acessíveis, mas a pressão para se conformar àquilo que é esperado pode levar uma pessoa a roubar.

Rebelde ou conformista – Merton amplia sua teoria ao dividir pessoas em cinco categorias de acordo com sua relação com metas culturalmente aceitas, bem como os meios para alcançá-las. Os "conformistas", sugere, investiram no sonho americano e, através de caminhos aceitos, como a educação e o emprego remunerado, conseguem alcançá-lo. Os "ritualistas" não aspiram às metas culturais da sociedade, mas a despeito disso respeitam e reconhecem os meios de alcançá-las. Eles podem, por exemplo, ir trabalhar todos os dias e desempenhar suas funções diligentemente, mas não tentam subir a escada do "sucesso" corporativo. Os "inovadores" (com frequência vistos como criminosos) são aqueles que acreditam nas metas da sociedade, mas escoA postagem é longa demais. Clique aqui para visualizá-la na íntegra.



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 No.13[Responder]

Apesar de muitas pessoas na sociedade infligirem a lei – por exemplo, ao ultrapassar o limite de velocidade ou roubar material de escritório do trabalho —, somente algumas poucas são consideradas verdadeiras criminosas.

Os proponentes da teoria do rótulo argumentam que os criminalistas antes tendiam a conceitualizar os criminosos como tipos de pessoa, perguntando-se por que alguns indivíduos em especial, ou grupos de indivíduos, cometem crimes. Em contraste, a teoria do rótulo questiona por que alguns atos são considerados desviantes e quem tem o poder de rotular o comportamento de algumas pessoas como desviante. Ela também examina o impacto de tal rótulo na sociedade e no indivíduo.

Consideremos este exemplo. Se um grupo de jovens de classe média fica bêbado e causa confusão numa noite de farra no centro da cidade, as autoridades provavelmente atribuirão esse comportamento a um excesso juvenil. Mas, se uma perturbação parecida fosse cometida por jovens da classe trabalhadora, é bem mais provável que fossem rotulados como vândalos ou criminosos.

De acordo com a teoria do rótulo, isso acontece porque os que criam as regras, como juízes e políticos, tendem a ser da classe média ou alta e tratam as infrações dos seus semelhantes de forma mais leniente que os desvios da classe trabalhadora. Nosso conceito de desvio vem, argumentam esses teóricos, não tanto do que as pessoas fazem, mas de como os outros respondem a isso — rotular é um ato político.

Lemert faz uma distinção entre a ideia de desvio "primário" e "secundários. De acordo com ele, o desvio primário ocorre quando um crime ou outro ato é cometido, mas não é oficialmente rotulado como desviante, seja porque ninguém o percebeu, seja porque quem o fez foi considerado como agindo fora de si. De qualquer modo, isso não fixa o rótulo de "desviante" no indivíduo. O desvio secundário é o efeito que a reação da sociedade tem sobre o indivíduo. Se alguém comete um crime e é pego e rotulado como um criminoso ou um desviante, talvez essa pessoa possa mudar seu comportamento no futuro para condizer com esse rótulo. Em Outsiders (1963), Becker desenvolveu várias ideias de Lemert e lançou as bases daquilo que passou a ser conhecido como a teA postagem é longa demais. Clique aqui para visualizá-la na íntegra.



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 No.12[Responder]

O conceito sociológico de "pânico moral" é tão importante que tem sido usado amplamente por jornalistas e políticos. A ideia surgiu nos anos 1970, em parte por causa do livro do sociólogo sul-africano Stanley Cohen Folk Devils and Moral Panics (1972), inspirado pelos conflitos agravados pela mídia no Reino Unido em 1964 entre os grupos jovens chamados mods e rockers.

Cohen examina como os grupos e os indivíduos são identificados como uma ameaça aos valores sociais dominantes e como a mídia desempenha um papel central em amplificar isso, apresentando-os em termos negativos e estereotipados, criando, assim, um pânico nacional. A mídia é uma instituição influente que com frequência reflete os valores dos poderosos e representa problemas de uma forma que o público tende a concordar com os "especialistas" (os políticos e a polícia, por exemplo) sobre como lidar melhor com a questão.

Os que são vistos como culpados se tornam bodes expiatórios ou, como os chama Cohen, "diabos folclóricos", por problemas que geralmente são do Estado. Os pânicos morais refletem ansiedades profundas e ocultas. A atenção da mídia pode criar uma "profecia autorrealizável" ao encorajar os comportamentos que ela reporta. Os pânicos morais podem ter vida curta e morrer, caso se veja que estão resolvidos ou podem fazer parte de um pânico mais duradouro e maior.



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